terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti: Quando a ajuda se torna esmola.

Em meio a trajédia nos deparamos com a mesquinharia dos chamados “desenvolvidos” para a ajuda humanitária. Vejamos os números: O Brasil, com US$ 15 milhões contribuiu mais do que a soma prometida por muitos países desenvolvidos, como Espanha (US$ 4,37 milhões), Alemanha (US$ 2,3 milhões), Holanda (US$ 2,9 milhões), Itália (US$ 1,5 milhões), Dinamarca (US$ 2 milhões), Suécia (US$ 1 milhão).
Aí algum capitalista diz: “Os EUA ajudaram com US$ 100 milhões!!!”
Que bom! Mas, lembram de quanto foi a ajuda do governo norte-americano aos Bancos durante a crise recente? Incríveis US$ 700 BILHÕES! Só no primeiro “pacotinho” (sete mil vezes maior do que a doação feita ao Haiti). O montante de ajuda no total pode chegar a (pasmem) US$ 1,5 trilhão (não vou nem contar quantas vezes dá isso). Tudo isso para alimentar o setor financeiro, responsável por lucros exorbitantes, e contribuinte direto para a desigualdade social. (É sério, os investidores não costumam dividir o que ganham, eles aplicam para ganhar mais).
A desigualdade capitalista que fez com que o Haiti não se preparasse para os tremores, visto que o país situa-se em área de risco, é a mesma desigualdade que proteje os investimentos no Japão. E olha que lá no Japão a média é de 3 tremores de terra por dia!!!
Então… Entenderam? É incrível como milhões de vidas valem tão pouco aos olhos do capitalismo.
P.s.: Não critico as pessoas e intituições filantrópicas que tiveram compaixão e ajudaram, mesmo sem ter muito, na reconstrução do Haiti.

Um comentário:

  1. ....Barack Obama é a decepção do mundo...Primeira revelação foi no acordo em Kopenhagen..ele mostrando como de fato pensam os filhos daquela terra -egoístas e capitalistas nato- agora apresentando uma "solidariedade obrigatória" no Haiti..Os números mostrados ai são gritantes...Muito bom o texto!!

    Marcela.

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